Qual é o acorde que facilita tocar
um solo do Jimi Hendrix? Ou como seria possível que alguém reproduzisse, nota
por nota, sem tempo para repetições, os clássicos dos Beatles? Bem,
provavelmente você não tem isso na sua cabeça, mas garanto que na internet há
como achar. Nos dois casos acima, o Youtube (gratuito) ou sites pagos especializados (como, por exemplo, o EuVouTocar) podem ser uma excelente solução.
O Youtube é só um dos
recursos que vem se firmando para aqueles músicos amadores ou semi
profissionais que não se contentam mais em apenas ficar assistindo a clipes ou
shows dos seus músicos preferidos, mas que também desejam tocar instrumentos
como eles. Assim, é comum encontrar uma profusão de canais espalhados pelo site
com milhares de acessos e dezenas de aulas. Um dos que vem sendo muito
utilizada por aqueles que querem aprender é o Cifra Club. Lá, é comum encontrar
professores que gravam passo a passo de lições de guitarra. Só como exemplo, a
busca por “aula” e “guitarra” no Youtube ultrapassa os 320 mil resultados. Se o
instrumento for o baixo, são mais de 90 mil.
Garanto que mesmo que você não seja
um entusiasta de lições ou um aluno muito esforçado, já se viu acompanhando
essas aulas e não percebeu o fenômeno que elas são. Atualmente, se encontram
aulas de basicamente todos os instrumentos, de harpa até xilofone, tudo está
disponível em uma tela que possa ser conectada a internet.
Você ficou curioso e quer montar uma
lista de sites para buscar as aulas do seu músico favorito? Então tá, vou
facilitar o trabalho e passar alguns canais: CifraClub, SteveVaiHimself, Soltando a Voz,
Mike Johnston,
LearnTheBeatles e
TV Cifras.
O Eu Vou Tocar, por sua vez, oferece planos de assinatura para quem deseja aprender a tocar instrumentos. O custo é ínfimo face ao de um curso presencial. Os professores são músicos reconhecidos. Se você tem disciplina, arrume um violão e comece a estudar!
Você e sua banda escreveram boas letras, fizeram composições
da hora e já ensaiaram várias vezes. Estão prontos para gravar um CD. Basta
entrar no estúdio e lançar um bom disco. Mas não é tão fácil assim. É isso que
o crowdfunding te oferece. Mas espera, você ainda não ouviu falar sobre isso?
O
crowdfunding é conhecido como o financiamento coletivo. Esse novo tipo de
angariar recursos para colocar suas músicas à disposição do público está
permitindo que empresários, bandas ou solistas peçam dinheiro para a gravação
de um álbum, de uma música ou até mesmo de um clipe musical. E melhor: está
dando certo.
Pense bem
no que isso poderia representar: o negócio da música está mudando. Uma banda
que tenha fãs não precisa ficar mais dependente da indústria fonográfica. Tá,
já vi que você ficou interessado e já começou a bolar várias ideias de como
realizar um financiamento coletivo, então vou explicar melhor como funciona.
Escolha
um bom site de financiamento coletivo. Há vários na praça, como o Inovaai,
Kickante, Catarse.
Antes
de lançar seu projeto, pesquise outros projetos semelhantes. Vá dos bem
sucedidos até aqueles que não deram certo. Isso é importante para ver o que
fazer ou não.
Pense
nas recompensas que irão oferecer para cada tipo de ação. Isso mesmo. Se alguém
vai te ajudar, pense em como retribuir o carinho dele a altura.
Pesquise
e defina bem como será feita a divulgação do projeto. Aqui vale tudo, uso de
mídia, celebridades, vídeos, fotos, redes sociais.
Estabeleça
um orçamento para a realização de todo o projeto. E, não esqueça, seja claro
com os interessados de como o dinheiro vai ser gasto. Transparência é tudo.
Divulgação, gravação, remixização, tudo tem que ter os gastos previamente
descritos.
Saiba
bem quem são seus fãs e onde eles estão: no Facebook, Twitter, Snapchat, na
rua? Isso fará com que sua divulgação seja mais eficiente.
Bole
uma boa estratégia, seja criativo e faça uma apresentação clara e sucinta da
sua proposta.
Explore
as redes sociais e seus amigos pessoais na divulgação do projeto.
Fique
próximo às pessoas, respondendo todos os comentários e dando feedback quando
necessário.
Gravar e mixar música em colaboração com outros músicos via
internet é o que oferece a plataforma Kompoz. O site permite que músicos
profissionais e amadores que estejam em qualquer parte do mundo possam
trabalhar em conjunto numa mesma obra. É, com isso as possibilidades são
imensas. Bacana, não?
Além dessa
colaboração entre músicos, recentemente a plataforma colaborativa permitiu que
fosse feito uma auto edição dos projetos colaborativos. A ideia é de que temas
desenvolvidos na plataforma possam a vir ser licenciados produtoras de TV, de
cinema e também por agências de publicidade. Isso, claro, sem que os músicos
percam controle sobre os direitos de sua obra.
Explicando
para você, que já está curioso para acessar o site, ao completar uma faixa
musical, os artigos que participaram do projeto podem publicá-la com uma
licença de Creative Commons. Isso dá a possibilidade que usuários possam
escutar a música e copiar para uso pessoal. Mas caso o objetivo seja comercial,
essa licença impõe uma série de condições, como o preço e os canais de
autorização que devem ser seguidos para divulgá-la comercialmente.
O mais bacana disso tudo é que o
Kompoz facilita o processo de negociação gerando um acordo de licenciamento em
formato PDF na hora. Mas tá, com tanta gente participando, como é decidida como
será feita a estrutura de licenciamento? Simples, seguindo a democracia. É,
isso mesmo. Os integrantes votam e decidem a estrutura a ser seguida. Além
disso, cada um deles tem direito a uma parte de royalties futuros que são
gerados pela obra em questão. Interessante, não?
Só para ter uma ideia, essa plataforma
colaborativa já conseguiu algumas parceria, como a feita com o site www.BigStar.tv,
que é voltado para o cinema independente. As possibilidades para você, músico,
parecem ser promissoras. Quer testar o Kompoz? Então acessa lá: www.kompoz.com
No passado, a música dependia da presença física do músico. Não havia
instrumentos de gravação. Não havia internet. Não havia rádio. O músico
tinha de ir (fisicamente) aonde o povo estava.
Mas
hoje o povo está em toda parte, com seus smartphones e tablets e
sei-lá-mais-o-quê consumindo conteúdo 24 horas por dia. E a música o
acompanha nessa jornada.